Em pó ou em spray: 18% dos ovos consumidos são transformados

Segurança alimentar faz com que hotéis, restaurantes e pastelarias não usem ovos no seu estado natural e prefiram versões industriais, em pó ou spray. Sector vale, no global, 150 a 200 milhões de euros em Portugal.

Na cozinha de um hotel, não se partem ovos para fazer omeletes para o pequeno-almoço dos hóspedes. A bola de Berlim que come na praia, muito provavelmente, também não terá sido confeccionada com ovo no seu estado natural. Tal como os croissants vendidos nas pastelarias não são pincelados com gema batida antes de ir ao forno. Usa-se, antes, ovo em spray, pronto a usar. Pelas contas da Internacional Egg Commission, em Portugal 18% dos ovos consumidos são derivados de ovo.

Na União Europeia, a média é 25%, mas chega aos 50% em Itália onde o consumo de produtos com ovo (massas, por exemplo) é elevado. Em França, 30% dos ovos consumidos não têm casca, nem vem em caixas de cartão com seis divisões. “As questões de segurança alimentar, nomeadamente a salmonella, levaram a que estes derivados passassem a ter peso no consumo”, diz Amândio Santos, presidente da Portugal Foods e membro do comité da Internacional Egg Commission que, até amanhã, reúne em Lisboa 300 congressistas.

O ovo pasteurizado em pó, desidratado por atomização, por exemplo, é vendido em pacotes de 25 quilos pela empresa Derovo, que em Portugal concentra este negócio. Com validade prolongada, mais fácil de transportar, é uma solução usada pela hotelaria e restauração. Também se vendem baldes de ovos de galinha já cozidos em salmoura (que contém água, sal e reguladores de acidez como ácido cítrico, ácido acético).

 

Aceda à noticia completa in Público, 13-4-2015

 

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